segunda-feira, 20 de julho de 2015

Chiquinha - 2 anos (2/2)

12 de julho fez 2 anos que adotamos nossa Chiquinha, como havia vários detalhes e acontecimentos inesperados que contribuíram um pouco para o nosso encontro com Chiquinha, os comentei na postagem anterior Chiquinha - 2 anos (1/2). Este será voltado somente a Chiquinha, minha mãe a encontrou em um site de adoções, assim que viu a foto ficou encantada e me chamou para vê-la...

não me recordo com precisão (procuramos em vários), assim citarei alguns:

os sites acima foram os principais onde procurávamos, havia outro, mas não lembro. 

todavia há outras formas e fontes de procura (feiras de adoção, procure por Ongs na sua cidade e região, os CCZ), redes sociais (por exemplo, coloque na busca adoção de cães e similares e aparecerá vários grupos, page da Luisa Mell e do Instituto Luisa Mell; Adote um Focinho, o site ; Cão sem dono, o site ; Ampara Animal ; Acãochego e muitas outras.

se não puder adotar, é possível ajudar com doações (em dinheiro ou produtos de limpeza, cobertores, roupinhas usadas, medicamentos, etc), apadrinhamento, voluntariado ou ainda lar temporário (a maioria das Ongs e abrigos estão superlotados e sem condições de resgatar outros animais, se puder o faça, resgate o animal, traga-o ao seu lar e cuide até encontrar adotante ou vaga em alguma dessas instituições ou ainda caso não possa e viu algum animal abandonado, tire foto, informe endereço e peça ajuda em algum grupo (rede social) para o resgate desse animal, entre em contato com Ongs e protetores, mesmo que estejam em superlotação talvez já tenham contatos de alguns possíveis lares temporários ou então irão compartilhar o seu apelo e assim será mais fácil encontrar quem o ajude. Denuncie maus tratos (tire foto ou filme as condições do animal) ou ainda converse com seus familiares e vizinhos sobre essas questões que citei, as vezes uma palavra contribui para salvar uma vida. Ser solidários e apoiar várias causas, incluindo o respeito aos animais, é possível sim, mesmo ações que parecem ser tão pequenas fazem muita diferença na vida desses peludos.

... voltando a adoção de Chiquinha, após ver sua foto e as informações de contato para adoção, havia algo que me chamou a atenção: "Chiquinha precisa ser conquistada", enviei um e-mail para a protetora Sueli, esta atua com o projeto Companheiro de 4 patas. Tirei algumas dúvidas e pedi mais fotos da Chiquinha, na época que a adotamos estava com 7 meses de idade, aproximadamente.

O próximo contato foi por telefone, a Sueli me perguntou se todos da casa concordavam com a adoção, se a Chiquinha ficaria dentro de casa, etc. Nós ainda tínhamos algumas dúvidas que foram esclarecidas nessa ligação por exemplo onde seria o encontro, etc.  no caso Cotia, foram os meus pais, minha prima de 10 anos e um colega de trabalho do meu pai que ensinou o caminho, eu fiquei em casa, organizando-a para chegada de Chiquinha. Assim que a viu, minha mãe tentou dar um carinho mas Chiquinha retribuiu com quase uma mordida (quase, pois, minha mãe tirou a mão rapidamente, na verdade não conseguiu tocá-la). "Ela morde", disse minha mãe. "Ela não te conhece." disse Sueli... após alguns minutos de conversa..."Você tem certeza que quer levá-la, não pode ter medo." disse Sueli, "Vou levá-la" (apesar de estar com medo). Sueli deu um beijo em Chiquinha e a colocou nos braços da minha mãe. Meu pai assinou o termo de responsabilidade e em pouco tempo chegaram em casa.

Chiquinha estava assustada e curiosa, cheirava todos os cantos da casa e não queria comer a ração. A princípio pensamos que talvez ela não tivesse gostado e compramos de outra marca, mas quase dois dias se passaram e continuou a rejeitar a comida, estávamos preocupados e fizemos outras tentativas, misturar bifinho com a ração seca ou dar ração úmida (esta ultima descartamos depois de ler alguns artigos na qual não aconselham acostumar o animal com esse tipo de comida devido a concentração de conservantes). Começamos a dar 1 bifinho por dia na ração seca, dividimos pela metade para render duas porções diárias. Deu certo e Chiquinha finalmente estava comendo!

Possui o perfil de guarda e late com o mínimo ruído. Nos primeiros dias queria ficar isolada, no segundo dia conosco mordeu minha mão e quase mordeu o meu pai. Dias depois quando pensávamos que ela estava mais amigável, ela mordeu minha prima de 10 anos no rosto, gerou muitas discussões com nossos familiares.

Todavia, Chiquinha estava um pouco mais receptiva, principalmente com a minha mãe e acreditávamos que com o tempo iria mudar. Não foi fácil, mas com paciência e amor conseguimos, exceto com desconhecidos o seu comportamento agressivo permanece sem mudanças, mas com a família Chiquinha tornou-se um amorzinho. Adora seguir a minha mãe, parece um filhotinho seguindo a mamãe, muito fofinha. E quando estou usando o computador Chiquinha na maioria das vezes está no meu colo, sempre muito carinhosa, com mil lambidinhas. A sua brincadeira favorita é cabo de guerra, sempre me surpreendo com sua força.

Esse foi um dos primeiros passeios com a Chiquinha:
Meus pais e Chiquinha


Após alguns meses minha mãe ligou para dar notícias sobre a Chiquinha, que estava muito bem conosco e nós muito felizes. E Sueli contou como encontrou Chiquinha, "A deixaram na minha porta, estava numa caixinha de transporte, com água e um saco de ração, não havia sinal de espancamento, mas chovia muito, ela estava molhada e muito assustada... Antes de vocês, duas famílias tentaram adotá-la mas Chiquinha não quis ir."

Já imaginávamos que a desconfiança de Chiquinha era devido algum trauma, sua agressividade foi a forma que encontrou para se proteger das pessoas. Leio em várias postagens de doação nas redes sociais e a Sueli nos confirmou que muitas famílias não tem paciência ou compreensão. Devolvem o animal em poucos dias ou até mesmo no dia seguinte, é pouco tempo para o animal se adaptar e abandonos e devoluções geram novos traumas ao animal e alguns, infelizmente são vítimas de violência por antigos donos, por isso, dê uma chance para esse peludo conhecer sua família e conhecer o amor, com o tempo terá confiança e retribuirá esse amor em dobro.


Preenchemos o vazio e medos de Chiquinha com amor, como retribuição tornou os nossos dias maravilhosamente especiais com a sua presença e seu amor.

Chiquinha, nós a amamos e rezamos para que tenhamos a sua companhia por muitos e muitos anos.

E ano passado Chiquinha ganhou uma irmãzinha mais velha, a Loba, mas contarei em outro dia.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Chiquinha - 2 anos (1/2)

12 de julho comemoramos a adoção da Chiquinha. Completou 2 anos que somos abençoados com a sua presença. Chiquinha tinha 7 meses aproximadamente quando a encontramos num site de doação, entrei em contato com a protetora Sueli e agendamos uma visita... relatarei em detalhes como foi o processo de adoção da nossa Chiquinha...

2 anos atrás e alguns meses antes, decidimos ter uma cãopanheira. sugeri aos meus pais que adotássemos de algum abrigo/ONG, a princípio senti um pouco de resistência e objeções, especialmente da minha mãe...meu avô sempre cuidou de cães, a maioria de raça, minha tia na época pretendia comprar uma filhota de raça (minha tia respeitava) mas justificava a sua decisão em comprar um cão de raça devido a padrão de comportamento e porte...sugeri a adoção... é possível encontrar cães de raça em abrigos, Ongs, mas geralmente são adultos e idosos e ela queria uma filhota... desistiu da compra devido a baby (minha tia engravidou novamente) e seu marido era contra ter um cão com um bebê recém nascido em casa (receava que o bebê pudesse nascer especial devido o contato com o animal...ele tem um filho especial de um outro relacionamento e culpa o animal de estimação)...

...apesar das minhas inúmeras tentativas de convence-los: em adotar (minha tia) e de inocentar o animal referente ao nascimento do filho especial do marido da minha tia foram ineficazes, ambos estavam convictos, infelizmente... (todavia, atualmente mudaram um pouco esse pensamento).

...assim minha mãe estava exposta a esses comentários e com isso teve a princípio uma pequena resistência...mas isso mudou...

... antes de prosseguir considero importante ressaltar alguns pontos: não há implicações para adoção de um pet mesmo tendo um bebê recém nascido, exceto se não poderá dar atenção e cuidados ao pet e tampouco justifica o abandono (seja por doação ou meios desumanos de jogá-lo na rua, etc) desses peludos com o nascimento de um bebê. Todavia, considero a primeira opção (doar pra alguém) melhor do que destratar o animal ou descartá-lo na rua, por isso ressalto, precisa ter responsabilidade, é uma vida, possui sentimentos, precisa de cuidados, filhotes crescem e um dia serão idosos e irão precisar ainda mais do seu apoio, paciência, atenção e cuidados.

E se possível, adote um cãozinho/gatinho, adulto, idoso, vira lata ou especial, muitos ficam anos em abrigos esperando por um dono, muitas vezes morrem sem conhecer o amor e uma família.

A Luisa Mell deu a luz ha pouco tempo, seu "babyboy" tem 5 meses, durante sua gestação e após o nascimento do seu filho, em sua page no facebook, site/blog há várias postagens sobre "Não abandone seu peludo quando o bebê chegar" e outros sobre dicas, resgates entre outros, ela já faz esse trabalho há algum tempo e recentemente o Instituto Luisa Mell. 
aqui algumas publicações:

...voltando... minha mãe mudou o pensamento quando conheceu a Princesa... ainda estávamos procurando em sites de doação mas uma noite meu pai trouxe a Princesa, de surpresa não nos ligou para comentar... a Princesa (nome que minha mãe colocou) uma mestiça de Dachshund com aproximadamente 4 meses... como toda filhota, carente (latia muito pedindo atenção para brincar) mas muito obediente... meu pai nos contou que uma senhora (esta mora próximo ao trabalho do meu pai) comentou que a dona da "Princesa" queria doá-la... justificou que havia pouco espaço... o meu pai quis conhece-la e se encantou pela cachorrinha e nos trouxe no mesmo dia... 

...2 dias depois soubemos que a dona estava arrependida e chorava muito com saudade da "Princesa"... assim a devolvemos... passados alguns dias minha mãe ligou perguntando da Princesa, se a dona desistisse novamente nós queríamos adotá-la mas segundo a senhora a dona não pretendia mais doa-la... ... minha mãe ficou arrasada, já havia criado um vínculo muito forte com a Princesa... confesso que por um momento me arrependi por insistir em devolvê-la... pensei que minha mãe iria adoecer... a princípio ela ficou triste com a despedida (logicamente algo esperado) mas após alguns dias começou a chorar constantemente... me assustei muito, minha mãe é uma mulher forte... me senti culpada... foi a melhor decisão devolve-la para a dona?! ela cometeu um erro, se arrependeu, merecia uma segunda chance?!... foi o que eu pensei, espero ter sido a melhor decisão.

passou mais alguns dias, e convenci a minha mãe a voltarmos a procurar (antes havia perdido o interesse queria somente a Princesa, não queria saber de outros)... mas voltou a procurar com uma condição... teria que ser o mais parecido possível com a Princesa... foi assim que ela encontrou Chiquinha, na época era a mais parecida e só um pouco mais velha (7 meses, ainda filhotona)...

uma das fotos de Chiquinha (que minha mãe viu no site de doações)

...contarei na próxima postagem: o contato com a protetora, o encontro com Chiquinha e o processo de adaptação e como Chiquinha está atualmente...

... mas o que tiramos de bom na adoção frustrada da Princesa? minha mãe conscientizou-se que padrões de raça não são relevantes, mas sim o amor, o vínculo de amizade e lealdade... ela diz: "Antes eu não conhecia, depois que vi e senti, percebi que estava errada."
e a primeira dona da Princesa arrependeu-se e passou a dar o devido valor...

... não sabemos como está a Princesa, espero que esteja bem, vez ou outra o meu pai conversa com essa senhora, mas não pergunta sobre a Princesa, resolvemos nos distanciar e não incomodá-los, acredito que se tivesse algum problema ela mencionaria, inclusive, essa semana, perguntou ao meu pai se queria adotar um pinscher macho com 4 meses. Com duas em casa, porte P e M, recusamos. todavia, por ser um cão de raça e filhote certamente encontrará adotante, tomara que o próximo dono seja uma pessoa responsável. Essa senhora tem vários cachorros e na rua onde mora é famosa por resgatar animais da rua e doados (raça ou vira lata) cuidar e procurar adotantes.