domingo, 8 de outubro de 2017

Amnesia

imagem: desconheço a fonte.
Não farei sinopse ou resenha porque involuntariamente eu dou spoilers, ainda aprendendo a escrever esse tipo de texto, mas farei um breve comentário.
O anime baseia-se a um otome game (visual novel), eu geralmente leio resenhas antes de assistir algum anime, porém, dessa vez, optei por não o fazer, e não me arrependo, muito pelo contrário, foi bom assistir sem um "pré-conceito" e desenvolver uma opinião sem interferências externas, após assistir e ler outras opiniões, vi que não compartilho e que vejo de uma forma distinta, apenas uma das resenhas que li, onde minha visão convergiu com a autora.

"É muito confuso", a "Heroína é muito clichê, lerda e indefesa" Foi uma das coisas que li e antes de assistir (foi recomendação de uma amiga) havia dito algo similar, bem, geralmente divergimos, então, não me surpreenderia se ocorresse novamente, ela não curte InuYasha, então já começa por aí nossas divergências, mas com respeito, isso que importa.

Eu particularmente não achei tão confuso assim, talvez, por estar familiarizada a textos e filmes de suspense e mistério. Na verdade, no segundo episódio eu já tinha uma teoria que confirmou-se assertiva, mas também me surpreendi, especialmente com a personalidade de alguns personagens.
O último anime que vi do gênero harém reverso foi Kamigami Asobi, e particularmente não me envolveu, cativou, apesar de ter curtido muito alguns personagens. Talvez eu vi errado e devo assistir de novo xD mas voltando a Amnésia, agora sobre a "Heroína", a moça perdeu as memórias, de tudo, desconhece inclusive a si mesma, algo lógico devido a aminesia, a consciência do seu "eu" remete a suas vivências e interações, eu suponho (não tenho formação em psicologia ok, apenas uma mera observação de uma leiga no assunto)... lógica, hein?!....desenvolvi uma paixonite irracional pelo Kent♣ xD divagações a parte... a moça, "despertou num novo mundo", sempre em 1 de agosto.... desconhece os outros e a si mesma, sua primeira descoberta é estar vinculada à Orion, um ser, que somente ela pode ver e ouvir, que a orienta e acompanha em sua busca por memórias, dentre seus conselhos, não poderá ir a um hospital e ser sigilosa quanto a sua aminesia, pois se for internada e perder a interação com os prováveis elementos do seu cotidiano sua aminesia iria agravar-se a um estado crítico, irreversível e mortal... e o sigilo, pois como desconhece as pessoas, se revelar tal "fragilidade" poderia tornar-se alvo e seria prudente o segredo enquanto procura fragmentos de memórias ("fragmentos" e "memórias" difícil não lembrar de InuYasha e Tsubasa Chronicles, né?!), não é só isso...
*SPOILER*

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... tempo e espaço, são coisas em comum entre os três.... pronto já dei spoiler, gomen 😞
Então, poxa, vejo "Heroína" como um personagem incompreendido. Não é uma situação fácil de lidar, eu suponho.
Enfim, pra quem gosta de mistério e harém reverso, vai curtir muito. Era pra ser um breve comentário e virou um "pergaminho" xD


Ps. publiquei tb em algumas comunidades do Amino.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

“A noiva cadáver” e “InuYasha”: O que eu vejo em comum entre os dois

Primeiro, eu não possuo formação em cinema, arte para fazer uma analise técnica, crítica com embasamento teórico, etc... esse texto é apenas uma singela observação de fã dessas duas obras.

Segundo, a ideia me veio essa manhã de forma aleatória e inesperada, simplesmente surgiu e outro acontecimento hoje (quem me conhece sabe a que me refiro) fez meu espirito gritar desesperadamente para escrever sobre isso, então eis aqui:

*AVISO SPOILERS*
Eu tentei não dar spoilers, mas não sou versada nesse tipo de texto, então receio que possa encontrar alguns, por isso, o aviso.
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"Loneliness" by HitokiriSakura2012
https://hitokirisakura2012.deviantart.com/art/Loneliness-208487274


Quem me conhece sabe que sou inufã, sim amo essa obra (InuYasha) da Rumiko Takahashi e gosto muito de alguns filmes do Tim Burton, “A noiva cadáver” está entre os meus favoritos, por abordar o efêmero, a vida, a morte e o renascimento, e sim, é possivel também associar InuYasha a essas palavras em alguns aspectos, a meu ver.

Com um olhar poético, é possível identificar vários simbolismos, tem alguns pontos cômicos, mas ainda assim, muitos temas trágicos, são abordados com delicadeza, no caso do filme e anime, o mangá é mais “gore”, pelo pouco que vi...um dia terei a coleção (eu espero ;-;), e torcendo para o relançamento em breve acontecer também.


Bom, de acordo com algumas fontes, “A noiva cadáver” seria (?) inspirado num conto/lenda russa adaptada de fatos, “...que ocorreram na Rússia do século 19, numa época em que o antissemitismo (preconceito contra judeus) era comum na Europa Oriental. Muitas vezes, bandos de antissemitas surpreendiam carruagens a caminho de casamentos judaicos e, como a noiva seria a única pessoa a “suportar” o peso das futuras gerações, eles tiravam ela a força da carruagem e a assassinavam, enterrando-a em seu vestido de casamento.”


Aqui o conto “A noiva cadáver” traduzido pela Laís do site http://fairytalelandstories.com


bride by janaschi
https://janaschi.deviantart.com/art/bride-110249097

Agora comentarei de alguns personagens e “passagens” do filme e tentarei comparar com InuYasha.

Emily e Kikyou

Emily (a noiva cadáver), romântica, apaixonada, fugiu com o amante, pois a união entre os dois era proibida, foi assassinada, mas seu objetivo de casar permaneceu “vivo”. 

Vejo muito disso na Kikyou, ao retornar a “vida”, seu objetivo foi unir-se a seu amante em “outro plano”, e após descobrir a verdade sobre sua morte e seu assassino, busca vingança (dito em suas próprias palavras). 

Ambas, Emily e Kikyou, são pessoas, cadáveres gentis e empáticas, Kikyou difere-se em amargura, pois sua nova vida foi sustentada por ódio, apesar de sua essência bondosa.

“Tudo que é puro se torna sujo, e o sujo se purifica, tudo que é mau se torna bom, e o que é bom se torna mau, tudo que vive morre e o que morre renasce.”  
Kikyou diz algo assim em um dos episódios, não sei se há isso no mangá.

E segue esse trecho de um poema sobre a Kikyou que infelizmente desconheço o autor:

“Sou uma sacerdotisa sem vida,
O ódio sustenta o meu corpo,
Vagando pela terra ferida,
Sustento a tristeza de um morto.

Queria sentir só mais uma vez,
Para nos meus braços te envolver,
Poder aliviar essa saudade,
Que dói mais do que morrer.” (...)”
Desconheço o autor

Agora segue trecho da música “Lágrimas pra dar” do filme “A noiva cadáver”.

“Quando toco a vela acesa,
Eu não sinto dor.
Tanto faz se estou no frio ou no calor.
O meu coração não bate,
Mas ainda assim se parte
E não deixa de sofrer,
Recusando se render.
A morte em mim está,
Mas ainda tenho lagrimas pra dar.”

Ambas, Emily e Kikyou invejam a “vida”, Emily considera-se inferior a Victoria, que exala vida em sua face, a cada respiração e Kikyou vê em Kagome, seu sonho de ser uma “mulher comum”, de vivenciar as coisas que outras jovens de mesma idade experimentavam, enquanto privara-se por seu dever, e principalmente o “sentir a vida” e o amor.

*Eu amo essas duas personagens, e ano que vem meu projeto cosplay é a Kikyou e em 2019 fazer cosplay da Emily <3


Victoria e Kagome

Ousadas, sinceras (e até petulantes conforme o contexto histórico), porém, a característica, mais forte é a gentileza e resignação.


Victor e InuYasha

Victor ama a noiva escolhida por seus pais (após conhece-la), enquanto por Emily desenvolve afeição por seu caráter. InuYasha ama Kikyou e ama Kagome, desenvolveu um amor distinto e intenso por cada uma. O que vejo em comum: rejeição, ambos, são incompreendidos, a culpa e o senso de dever e de honrar a palavra, de cumprir com promessas e proteção.


Scraps, Kirara e Buyo

Scraps é o esqueleto de um cãozinho que pertencia/pertence a Victor, Kirara é um neko youkai, que acompanha Sango, e Buyo o gatinho gordinho da Kagome. Em comum: são fofos e trazem conforto a seus tutores.



Agora contarei uma parte do filme, muito emotiva, sensível, que começou de forma sombria e terminou de forma cômica, bom, é a parte dos mortos “invadirem” a terra, um dos cadáveres se aproxima de um grupo de pessoas, e apesar de assustado a principio, um garotinho aproxima-se do morto e o reconhece como seu vovô e os dois abraçam-se com carinho, essa interação me lembrou de Rin e Sesshoumaru, o daiyoukai ferido, e Rin tentou ajuda-lo. Rin, acredito que possa representar a pureza e a curiosidade que a humanidade desprovida de ódio e preconceito é capaz de ser e sentir.


Vou encerrar por aqui, espero não ter dado muitos spoilers. Se eu me equivoquei em algo, por favor, comente.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Chiquinha - 2 anos (2/2)

12 de julho fez 2 anos que adotamos nossa Chiquinha, como havia vários detalhes e acontecimentos inesperados que contribuíram um pouco para o nosso encontro com Chiquinha, os comentei na postagem anterior Chiquinha - 2 anos (1/2). Este será voltado somente a Chiquinha, minha mãe a encontrou em um site de adoções, assim que viu a foto ficou encantada e me chamou para vê-la...

não me recordo com precisão (procuramos em vários), assim citarei alguns:

os sites acima foram os principais onde procurávamos, havia outro, mas não lembro. 

todavia há outras formas e fontes de procura (feiras de adoção, procure por Ongs na sua cidade e região, os CCZ), redes sociais (por exemplo, coloque na busca adoção de cães e similares e aparecerá vários grupos, page da Luisa Mell e do Instituto Luisa Mell; Adote um Focinho, o site ; Cão sem dono, o site ; Ampara Animal ; Acãochego e muitas outras.

se não puder adotar, é possível ajudar com doações (em dinheiro ou produtos de limpeza, cobertores, roupinhas usadas, medicamentos, etc), apadrinhamento, voluntariado ou ainda lar temporário (a maioria das Ongs e abrigos estão superlotados e sem condições de resgatar outros animais, se puder o faça, resgate o animal, traga-o ao seu lar e cuide até encontrar adotante ou vaga em alguma dessas instituições ou ainda caso não possa e viu algum animal abandonado, tire foto, informe endereço e peça ajuda em algum grupo (rede social) para o resgate desse animal, entre em contato com Ongs e protetores, mesmo que estejam em superlotação talvez já tenham contatos de alguns possíveis lares temporários ou então irão compartilhar o seu apelo e assim será mais fácil encontrar quem o ajude. Denuncie maus tratos (tire foto ou filme as condições do animal) ou ainda converse com seus familiares e vizinhos sobre essas questões que citei, as vezes uma palavra contribui para salvar uma vida. Ser solidários e apoiar várias causas, incluindo o respeito aos animais, é possível sim, mesmo ações que parecem ser tão pequenas fazem muita diferença na vida desses peludos.

... voltando a adoção de Chiquinha, após ver sua foto e as informações de contato para adoção, havia algo que me chamou a atenção: "Chiquinha precisa ser conquistada", enviei um e-mail para a protetora Sueli, esta atua com o projeto Companheiro de 4 patas. Tirei algumas dúvidas e pedi mais fotos da Chiquinha, na época que a adotamos estava com 7 meses de idade, aproximadamente.

O próximo contato foi por telefone, a Sueli me perguntou se todos da casa concordavam com a adoção, se a Chiquinha ficaria dentro de casa, etc. Nós ainda tínhamos algumas dúvidas que foram esclarecidas nessa ligação por exemplo onde seria o encontro, etc.  no caso Cotia, foram os meus pais, minha prima de 10 anos e um colega de trabalho do meu pai que ensinou o caminho, eu fiquei em casa, organizando-a para chegada de Chiquinha. Assim que a viu, minha mãe tentou dar um carinho mas Chiquinha retribuiu com quase uma mordida (quase, pois, minha mãe tirou a mão rapidamente, na verdade não conseguiu tocá-la). "Ela morde", disse minha mãe. "Ela não te conhece." disse Sueli... após alguns minutos de conversa..."Você tem certeza que quer levá-la, não pode ter medo." disse Sueli, "Vou levá-la" (apesar de estar com medo). Sueli deu um beijo em Chiquinha e a colocou nos braços da minha mãe. Meu pai assinou o termo de responsabilidade e em pouco tempo chegaram em casa.

Chiquinha estava assustada e curiosa, cheirava todos os cantos da casa e não queria comer a ração. A princípio pensamos que talvez ela não tivesse gostado e compramos de outra marca, mas quase dois dias se passaram e continuou a rejeitar a comida, estávamos preocupados e fizemos outras tentativas, misturar bifinho com a ração seca ou dar ração úmida (esta ultima descartamos depois de ler alguns artigos na qual não aconselham acostumar o animal com esse tipo de comida devido a concentração de conservantes). Começamos a dar 1 bifinho por dia na ração seca, dividimos pela metade para render duas porções diárias. Deu certo e Chiquinha finalmente estava comendo!

Possui o perfil de guarda e late com o mínimo ruído. Nos primeiros dias queria ficar isolada, no segundo dia conosco mordeu minha mão e quase mordeu o meu pai. Dias depois quando pensávamos que ela estava mais amigável, ela mordeu minha prima de 10 anos no rosto, gerou muitas discussões com nossos familiares.

Todavia, Chiquinha estava um pouco mais receptiva, principalmente com a minha mãe e acreditávamos que com o tempo iria mudar. Não foi fácil, mas com paciência e amor conseguimos, exceto com desconhecidos o seu comportamento agressivo permanece sem mudanças, mas com a família Chiquinha tornou-se um amorzinho. Adora seguir a minha mãe, parece um filhotinho seguindo a mamãe, muito fofinha. E quando estou usando o computador Chiquinha na maioria das vezes está no meu colo, sempre muito carinhosa, com mil lambidinhas. A sua brincadeira favorita é cabo de guerra, sempre me surpreendo com sua força.

Esse foi um dos primeiros passeios com a Chiquinha:
Meus pais e Chiquinha


Após alguns meses minha mãe ligou para dar notícias sobre a Chiquinha, que estava muito bem conosco e nós muito felizes. E Sueli contou como encontrou Chiquinha, "A deixaram na minha porta, estava numa caixinha de transporte, com água e um saco de ração, não havia sinal de espancamento, mas chovia muito, ela estava molhada e muito assustada... Antes de vocês, duas famílias tentaram adotá-la mas Chiquinha não quis ir."

Já imaginávamos que a desconfiança de Chiquinha era devido algum trauma, sua agressividade foi a forma que encontrou para se proteger das pessoas. Leio em várias postagens de doação nas redes sociais e a Sueli nos confirmou que muitas famílias não tem paciência ou compreensão. Devolvem o animal em poucos dias ou até mesmo no dia seguinte, é pouco tempo para o animal se adaptar e abandonos e devoluções geram novos traumas ao animal e alguns, infelizmente são vítimas de violência por antigos donos, por isso, dê uma chance para esse peludo conhecer sua família e conhecer o amor, com o tempo terá confiança e retribuirá esse amor em dobro.


Preenchemos o vazio e medos de Chiquinha com amor, como retribuição tornou os nossos dias maravilhosamente especiais com a sua presença e seu amor.

Chiquinha, nós a amamos e rezamos para que tenhamos a sua companhia por muitos e muitos anos.

E ano passado Chiquinha ganhou uma irmãzinha mais velha, a Loba, mas contarei em outro dia.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Chiquinha - 2 anos (1/2)

12 de julho comemoramos a adoção da Chiquinha. Completou 2 anos que somos abençoados com a sua presença. Chiquinha tinha 7 meses aproximadamente quando a encontramos num site de doação, entrei em contato com a protetora Sueli e agendamos uma visita... relatarei em detalhes como foi o processo de adoção da nossa Chiquinha...

2 anos atrás e alguns meses antes, decidimos ter uma cãopanheira. sugeri aos meus pais que adotássemos de algum abrigo/ONG, a princípio senti um pouco de resistência e objeções, especialmente da minha mãe...meu avô sempre cuidou de cães, a maioria de raça, minha tia na época pretendia comprar uma filhota de raça (minha tia respeitava) mas justificava a sua decisão em comprar um cão de raça devido a padrão de comportamento e porte...sugeri a adoção... é possível encontrar cães de raça em abrigos, Ongs, mas geralmente são adultos e idosos e ela queria uma filhota... desistiu da compra devido a baby (minha tia engravidou novamente) e seu marido era contra ter um cão com um bebê recém nascido em casa (receava que o bebê pudesse nascer especial devido o contato com o animal...ele tem um filho especial de um outro relacionamento e culpa o animal de estimação)...

...apesar das minhas inúmeras tentativas de convence-los: em adotar (minha tia) e de inocentar o animal referente ao nascimento do filho especial do marido da minha tia foram ineficazes, ambos estavam convictos, infelizmente... (todavia, atualmente mudaram um pouco esse pensamento).

...assim minha mãe estava exposta a esses comentários e com isso teve a princípio uma pequena resistência...mas isso mudou...

... antes de prosseguir considero importante ressaltar alguns pontos: não há implicações para adoção de um pet mesmo tendo um bebê recém nascido, exceto se não poderá dar atenção e cuidados ao pet e tampouco justifica o abandono (seja por doação ou meios desumanos de jogá-lo na rua, etc) desses peludos com o nascimento de um bebê. Todavia, considero a primeira opção (doar pra alguém) melhor do que destratar o animal ou descartá-lo na rua, por isso ressalto, precisa ter responsabilidade, é uma vida, possui sentimentos, precisa de cuidados, filhotes crescem e um dia serão idosos e irão precisar ainda mais do seu apoio, paciência, atenção e cuidados.

E se possível, adote um cãozinho/gatinho, adulto, idoso, vira lata ou especial, muitos ficam anos em abrigos esperando por um dono, muitas vezes morrem sem conhecer o amor e uma família.

A Luisa Mell deu a luz ha pouco tempo, seu "babyboy" tem 5 meses, durante sua gestação e após o nascimento do seu filho, em sua page no facebook, site/blog há várias postagens sobre "Não abandone seu peludo quando o bebê chegar" e outros sobre dicas, resgates entre outros, ela já faz esse trabalho há algum tempo e recentemente o Instituto Luisa Mell. 
aqui algumas publicações:

...voltando... minha mãe mudou o pensamento quando conheceu a Princesa... ainda estávamos procurando em sites de doação mas uma noite meu pai trouxe a Princesa, de surpresa não nos ligou para comentar... a Princesa (nome que minha mãe colocou) uma mestiça de Dachshund com aproximadamente 4 meses... como toda filhota, carente (latia muito pedindo atenção para brincar) mas muito obediente... meu pai nos contou que uma senhora (esta mora próximo ao trabalho do meu pai) comentou que a dona da "Princesa" queria doá-la... justificou que havia pouco espaço... o meu pai quis conhece-la e se encantou pela cachorrinha e nos trouxe no mesmo dia... 

...2 dias depois soubemos que a dona estava arrependida e chorava muito com saudade da "Princesa"... assim a devolvemos... passados alguns dias minha mãe ligou perguntando da Princesa, se a dona desistisse novamente nós queríamos adotá-la mas segundo a senhora a dona não pretendia mais doa-la... ... minha mãe ficou arrasada, já havia criado um vínculo muito forte com a Princesa... confesso que por um momento me arrependi por insistir em devolvê-la... pensei que minha mãe iria adoecer... a princípio ela ficou triste com a despedida (logicamente algo esperado) mas após alguns dias começou a chorar constantemente... me assustei muito, minha mãe é uma mulher forte... me senti culpada... foi a melhor decisão devolve-la para a dona?! ela cometeu um erro, se arrependeu, merecia uma segunda chance?!... foi o que eu pensei, espero ter sido a melhor decisão.

passou mais alguns dias, e convenci a minha mãe a voltarmos a procurar (antes havia perdido o interesse queria somente a Princesa, não queria saber de outros)... mas voltou a procurar com uma condição... teria que ser o mais parecido possível com a Princesa... foi assim que ela encontrou Chiquinha, na época era a mais parecida e só um pouco mais velha (7 meses, ainda filhotona)...

uma das fotos de Chiquinha (que minha mãe viu no site de doações)

...contarei na próxima postagem: o contato com a protetora, o encontro com Chiquinha e o processo de adaptação e como Chiquinha está atualmente...

... mas o que tiramos de bom na adoção frustrada da Princesa? minha mãe conscientizou-se que padrões de raça não são relevantes, mas sim o amor, o vínculo de amizade e lealdade... ela diz: "Antes eu não conhecia, depois que vi e senti, percebi que estava errada."
e a primeira dona da Princesa arrependeu-se e passou a dar o devido valor...

... não sabemos como está a Princesa, espero que esteja bem, vez ou outra o meu pai conversa com essa senhora, mas não pergunta sobre a Princesa, resolvemos nos distanciar e não incomodá-los, acredito que se tivesse algum problema ela mencionaria, inclusive, essa semana, perguntou ao meu pai se queria adotar um pinscher macho com 4 meses. Com duas em casa, porte P e M, recusamos. todavia, por ser um cão de raça e filhote certamente encontrará adotante, tomara que o próximo dono seja uma pessoa responsável. Essa senhora tem vários cachorros e na rua onde mora é famosa por resgatar animais da rua e doados (raça ou vira lata) cuidar e procurar adotantes.

sábado, 16 de maio de 2015

A promessa do bem te vi

Fonte

Avisto os primeiros raios de sol, adorável amanhecer, a promessa de um dia ensolarado. Escolho os melhores prendedores, aleatoriamente. Havia muitas roupas no varal, mas o pouco espaço disponível era suficiente para acolher mais algumas peças úmidas. Ao longe ouvia-se inquietos latidos, certamente os ruídos de automóveis ou mesmo passos apressados de pedestres os tenham despertados e instigado o descontentamento coletivo. pobrezinhos, pensei. quantos incômodos estes seres indefesos seriam alvo. todavia, estava um pouco aliviada, destes ruídos, surpreendentemente, não trazer transtornos para uma de minhas amadas cachorrinhas, que repousava tranquilamente sob minha cama, enquanto a outra em alerta observava os movimentos e sons externos, mas não pronunciava nenhum som indignado, apenas um olhar de decepção por ter despertado de seu soninho e preocupação por desentender o significado daqueles ruídos desagradáveis a sua delicada audição.
Outro som chamou-me atenção: o som estridente de buzina, talvez, uma das possíveis causas da irritabilidade dos cães da região, era familiar, durante a minha infância era um som frequente, me trouxe lembranças doces, era o algodão doce. o vendedor sempre anunciando sua chegada através da buzina, era um som distinto e específico, mas atualmente é indistinguível, seria o vendedor, seria algum veículo automotivo, enfim qual o significado?...não saberia dizer, questionava-me enquanto pendurava as roupas no varal. O sol ardia em minha face, delicado e aconchegante, o sol outonal de uma manhã de milagres... agraciada por presenciar e encantada com a beleza de uma canção de amor de um casal de bem te vis ou como o meu avô, carinhosamente os chama "dona benta". A plumagem amarela reluzia com o sol, mas somente um pássaro brilhava, apesar de estarem próximos, curiosamente o sol não iluminava um dos pássaros, justamente o que não entoava a linda canção. este apenas observava-o...seria uma serenata a luz da aurora ou consistia nos primeiros cumprimentos de "bom dia", este poderia ser para mim?!...seria pretensão, mas de imediato conclui...não apenas para mim, mas para todos dispostos a ouvir...prossegui meu trabalho. Em poucos instantes meu sorriso esconde-se assim como o sol por entre nuvens acinzentadas...inacreditável, irá chover!? questionei preocupada. Decepcionada e com um dilema, concluo ou altero o trabalho? Seria melhor roupas úmidas ou encharcadas? teria que vigia-las e ao primeiro sinal de chuvisco recolhe-las imediatamente. mas não poderia, havia outro compromisso. deveria confiar nos ventos, mas a cada passagem apresentava-se mais frio...o sol em minha face...a promessa... meu trabalho foi em vão?!...Indecisa e analisando as opções...o bem te vi retorna, mas somente um dos pássaros, com ausência do brilho solar sua plumagem não está ofuscante como antes, mas sua beleza e graça permanece imutável, seria o mesmo que dedicou-me os cumprimentos da manhã? fito sua imagem e o mesmo direciona-me um olhar carinhoso e entoa uma canção de esperança. Fortaleço a confiança...mesmo com ventos frios e poucas luzes de sol que atravessavam timidamente as nuvens, decido concluir meu trabalho. Após alguns minutos, o tempo instável tornou-se céu azul e os raios de sol estavam mais fortes...procurei o bem te vi, ainda estaria sob o telhado me observando?... mas não o vi, onde estaria? talvez em algum galho do limoeiro?queria agradecer...a promessa foi cumprida. 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Quatro borboletas




Desde o começo do ano não fazia este percurso, em dois quilômetros...encontrei quatro borboletas, voando próximas a mim...ao observar a praça que em algumas vezes colhi margaridas e dentes de leão e os guardava em meus livros de contos e colorir quando criança...a nostalgia e o desejo de vivenciar novamente aquelas lembranças a cada passo se intensificava... mas não poderia...há anos as margaridas não agraciavam a praça com sua delicada presença...me recordo da tristeza em -la maltratada...o lixo (garrafas, papéis e até partes de móveis velhos), era muito pequena e com lágrimas no olhos questionei a minha mãe, as flores estão machucadas...elas estão chorando... minha mãe não permitiu que eu fosse salvá-las..."você pode se machucar, seja uma boa menina e vamos para casa"... felizmente depois de alguns meses recuperaram a praça... mas as margaridas...desde criança, todas as vezes que caminho próximo a pracinha, observo e as procuro...não seria diferente desta vez...as borboletas poderiam ser um sinal, pois é pouco frequente vê-las por aqui...esperançosa observo atentamente...com a descoberta sorrio discretamente...de fato, não haviam margaridas ou mesmo os dentes de leão, mas pequenas florzinhas lilases ainda em botão.