quarta-feira, 29 de novembro de 2017

V Meeting Nacional Secret Garden

dia 14/10 foi o Nacional. 

foto/fonte: Pop Feed

Cheguei bem cedo para o meeting & greet (a segunda a chegar eu acho). Aguardamos um pouco, ofereceram um leque (achei muito atencioso <3 estava muito calor e nossa, como ajudou o leque) eu tenho dois e esqueci em casa x_x

Foto by Dani Santos Fotografia
Aaa a hora da foto com a Misako, eu não sabia o que fazer, estava com medo de me aproximar e sei lá ofender ou constranger de algum modo, ela foi um amor e praticamente me chamou "vem, vem" para a foto, não exatamente com essas palavras né, mas eu acho que ela percebeu que eu estava um pouco perdida e foi muito gentil comigo, foram poucos minutos mas me senti muito bem e acolhida e isso foi o mais importante do encontro e não a foto em si, apesar que né, aaa ameeeiii a foto e queria uma recordação ^^ 

Autografo da Misako Aoki <3

Depois eu fui escrever valentine's enquanto aguardava o segundo horário de entrada (não comprei o VIP). Aqui fotinho dos valentine's que eu recebi, aaa muito obrigada pelo carinho, vocês são uns amores <3

valentine's que recebi <3

E quando deu o horário e desci as escadas, nossa, que lindo o percurso até o salão, como se fosse atravessar um portal mágico <3 chegando tinham as mesas, o espaço da comida e bebida, o palco e ao fundo os estandes, muita coisa linda num lugar só, o local, a decoração, as coisinhas a venda e os outfits maravilindos, a cada outfit meus olhos acho que brilhavam, quanta gente linda e amável e apertável num canto só, tantas queridas de outros Estados que finalmente conheci pessoalmente, aaa gente queria ter conversado mais com vocês, desculpa mesmo, o tempo infelizmente não foi um bom aliado.

foto/fonte: Pop Feed
Eu fui modelo duas vezes, e foram experiencias fantásticas, aaa quando paro pra lembrar e escrever aqui até dá um quentinho no coração, porque foi tudo tão lindo, tão emocionante, só tenho a agradecer a Laura pela confiança em me escolher pra representar a Atelier Charmant, a força que a mãe dela deu pra nós (as 3 modelos) no camarim <3 e...aaa participei de um desfile de marcas nacionais, representando duas marcas lindas, a Charmant e a Mitologyca, essa última descobri na hora que usaria a máscara, o anel e colar no desfile <3 

Foto by Jaqueline Damian
Todas as marcas arrasaram com coleções lindíssimas e ainda teve a Misako no mesmo desfile com a gente. aaa muitas emoções, no camarim, momentos antes de entrar e durante e pós desfile, aaa foi incrível, faria tudo de novo e se eu for ao próximo Nacional, estou pensando em me inscrever de novo pra modelo, quem sabe me chamam mais uma vez né *---* <3

A segunda vez como modelo foi para o workshop de maquiagem, aaa foi a primeira vez com cílios postiços e amei, a Lívia faz um trabalho incrível, a página dela é essa Liv Tavares  <3

foto/fonte Pop Feed

Vou falar um pouquinho do meu outfit, escolhi country, porque né, amooo country <3 e o candy house é um vestido que amooo muito a estampa, tem muitos bichinhos e doces e duas crianças, apesar da temática do vestido ser João e Maria, eu achei que combinava também com Jardim Secreto, então vamos fazer de conta né hihi :D


Outfit
V Meeting Nacional
Country👒🍬🍭
Presilha, broche, cuffs: Devas Acessórios
mini straw hat e presilha: selfmade
Presilha e bolero: Melikestea
Jsk: metamorphose
Straw bag: Angelic Pretty
Usakumya BTSSB
Sapato: Unicorn Holic

Essas são as coisas que combinei de pegar no Nacional pra economizar no frete hihi ^^ tem compras de meses aí, mas né como não ia usar antes, esperei de boa pra pegar em mãos mesmo. No dia só comprei a gola de pelúcia, uma gargantilha de renda e uma presilha, os três da Le Carrousel.


No Youtube, tem vários vídeos do Nacional, só colocar na busca "Meeting Nacional Secret Garden" que aparecem ;) vou colocar um link aqui, esse da cobertura, que a Aline Arie fez.

Bom gente, é isso, outra coisinha que vou comentar, acompanhei a página e os posts dos organizadores em seus perfis pessoais, e sei, que fizeram o melhor possível e se esforçaram bastante e de forma voluntária para o meeting acontecer e... foi lindo de verdade <3 parabéns a todos e muito obrigada por tornar esse sonho real, o jardim foi magico <3 alguns pontos a melhorar sim, que as vezes passam despercebido mesmo e só no dia ou depois vemos que poderia ser diferente, foi um evento grande e complexo de fazer, então faz parte e o próximo Nacional será em Curitiba e a nova organização (local) estão anotando as sugestões <3 boa sorte meninas <3

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Dois tempos e um destino

*Aviso*

Se for sensível ao tema morte e textos com sugestão leve ao terror, não recomendo a leitura.

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Dois tempos e um destino

Candelabros de cobre, adornados com um manto tecido por aranhas, a chama trêmula pelo vento choroso que adentrava por frestas o recinto gélido, cujas lamúrias mórbidas assolavam o espírito inquieto que lia com fervor cada pagina, cada livro, da imensa torre de pesquisa que formara horas atrás ao explorar a biblioteca pela centésima vez em uma semana.
- Boa noite aluna, feliz halloween. – cumprimenta a bibliotecária, uma senhora reservada, de aparência polida e elegante.
- Boa.
- Perdoe-me a intromissão, eu geralmente apoio e incentivo, entretanto, sua busca incessante por conhecimento, como poderia dizer-te? Eu... Vejo algo além, não apenas uma sede acadêmica por respostas.
- Belo trabalho, assertivo.
- Observação é uma característica nata.
- Refiro-me a decoração, devo parabeniza-los – as turmas de cenografia.
- Como dizia teu semblante a cada nova pesquisa exprime fome.
- Sedenta ou faminta? Decida-se, por favor.
- Perdoe-me sou apenas uma velha que se preocupa em demasia. Contudo, ouça-me, eu admiro discentes aplicados que se dedicam ardorosamente aos estudos...
- Porém...
- Confraternização tem relevância acadêmica.
- Relevância trivial e prescindível. Festinha tola e previsível, perdão, mas recuso distrações infantis.
- Tão jovem e amarga.
- Tão velha e intrometida.
- Gênio forte em personalidade, lamentável não ser em intelecto.
- Elegância e discrição em trajes, lamentável não ser em modos.
A gargalhada da bibliotecária ecoou por todos os corredores do recinto.
- Há anos não me divertia, sua vivacidade é contagiante.
- Entretê-la é o meu trabalho. Aborrecer-me consiste ao seu, cara senhora.
- Vejo muito do que eu era ao vê-la nessa semana e ouvi-la nos últimos minutos. Perdoe essa velha sentimental, mas a nostalgia é tão dolorosa, há 50 anos eu era como você.
- Era? O sarcasmo ainda faz parte da senhora.
- Talvez nem tudo tenha se perdido com o tempo.
- Perdido? Não creio, minha hipótese é que esteja apenas adormecido em seu ser, desperte-o se desejar.
- Receio não deter mais esse poder, o tempo encarcerou-me.
- Resignar-se é infrutívoro, burle o tempo e liberte-se.
- O tempo é perspicaz, resigne-se, alie-se ou pereça.
- E optou pela resignação, e o meu intelecto que é fraco.
- Aliança com o tempo é um contrato ludibrioso e devastador, não é sensato compactuar com o tempo.
- Lecionava filosofia, cara bibliotecária?
- Eu era historiadora.
A bibliotecária ia prosseguir, mas o vento exigiu-lhes atenção, com passagem feroz escancarou as janelas, apoderando-se da luz dos candelabros, conduzindo a fumaça das chamas recém-apagadas, esvaindo-as num sincronismo gracioso e sombrio, cujo cheiro desagradável era o único vestígio de sua existência.
Os resquícios de fogo de uma das hastes do candelabro caíram sob as teias que o encobria, e por sob as páginas do livro que o vento acabara de derrubar da torre, abrindo-o com a queda. Fascínio e horror em contemplação perante a manifestação ruidosa do vento, não atentaram ao seu entorno, e quando sentiram a crescente e intensa onda de brilho e calor, era tarde demais. O tempo passado e presente findaram aos gritos.

Fim

P.S. Escrevi essa estorinha pra brincar num desafio de halloween. Adoraria ler vossas interpretações, queridos(as) leitores(as). <3

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Tipos de vestidos: moda lolita

Wrapping Cherry OP Angelic Pretty
(fonte lolibrary)

Já li e ouvi algumas vezes duvidas sobre as abreviações, os nomes “JSK – jumperskirt”, “OP – one piece”. E decidi escrever um pouquinho sobre isso, o significado e as diferenças.

Bom, pessoalmente, particularmente em conversas com outras lolitas, geralmente eu apenas digo “vestido”, mas, bom conhecer e entender os termos, se você é uma aspirante ou começou a pouco tempo e é tímida, saber isso irá ajuda-la quando for incluída numa conversa, por exemplo. Vou comentar algo pessoal, eu ainda estava em fase de pesquisa pra conhecer sobre a moda e fui a um meeting, eu ouvi algo como “JSK” e só pensei “o que é isso?”, queria participar da conversa e dizer que não conhecia o termo e se poderiam me explicar, certamente, explicariam de boa, mas, eu era muito tímida e pensei “vou incomodar com perguntas tolas”. Alguém se identifica/ou?

*Importante: não fiquem com dúvidas, perguntem! 

Não é bobo, é sua dúvida, é tolo ficar no escuro sem respostas ou conhecimento. E pesquise, pesquise muito, seja insaciável em obter informações, em aprender!


Vamos aos vestidos:

OP – One Piece

Vestidos com mangas (curtas ou longas)

- uso de bolero ou blouse opcional (OP manga curta)


Fleur de Lys OP Mary Magdalene
(fonte lolibrary)
Maria's Catholic Nun OP BTSSB
(fonte lolibrary)
















JSK – Jumperskirt 

Vestidos sem mangas, com alças.

- usa-se blouse ou cutsew por baixo ou bolero por cima;

Perfume Bottle JSK Mary Magdalene
(fonte lolibrary)


- e a polêmica “JSK sem blouse” *O* eu curto, mas é considerado inadequado “ombros descobertos” em lolita, para ficar adequado, cubra-os seja por blouse, cutsew por baixo ou bolero, xale, capa, por cima.

Undine Sailor JSK Aatp
(fonte lolibrary)


Obs. Alguns modelos de JSK’s possuem alças largas, como esse modelo da Aatp o "Undine Sailor", nesse caso, geralmente não considera-se inadequado o não uso das outras peças, pois, os ombros estão em boa parte cobertos. Há quem tenha “ranço” disso, mas aplica-se ao gosto pessoal e não por ser inadequado. Antes meias curtas, maquiagem artística, outfit temático, orelhinhas de bichinhos, etc eram tabu (pouquíssimas exceções talvez vejam isso como inadequado, mas por gosto pessoal) Gosto pessoal difere de características da moda, ou seja, (exemplo aleatório: você gosta de veludo molhado, porém é inadequado ou você não gosta de meias curtas em lolita, porém são adequadas, ok) viram a diferença? ;) Outro detalhe, só por ter os ombros menos cobertos, não significa que seja ero lolita ok, esse subestilo, possui características distintas.

Eu sou a favor, apoio e incentivo a criatividade, ousadia e o inusitado em lolita, mas né, se tu decidir usar cetim barato preto e renda de nylon branca, sem anágua e dizer que é lolita, desculpe-me mas não posso defende-la/lo, pode ser lindo, mas não será lolita.



Salopette

Oi? Vestido?! (não sei, pode ser classificado como vestido?!) Bom, essa peça, por ser considerada uma peça “principal” num outfit, assim como OP’s e JSK’s, eu decidi comentar um pouco sobre ela. As características são: alças reguláveis, cavas fundas (abertura lateral parte superior da peça).

Infanta Dark Magic Party Salopette
(fonte lolibrary)


- usa-se blouse ou cutsew por baixo;
- atente-se ao comprimento;
- atente-se ao formato da saia;
- atente-se comporta uma anágua.

Salopette, geralmente são mais curtas (com exceção sob medida), por isso, cuidado com o comprimento, se você for alta, deve-se usar underskirt. “E em ero lolita?” Ero lolita, o comprimento é um pouco mais curto, só um pouco, geralmente voltado ao gothic e classical. Talvez, possa sim, porém cuidado, ero é um dos subestilos que requer mais conhecimento, parece simples, mas é um pouco mais complexo do que possa aparentar ao primeiro olhar: “ah, só um pouco mais curto, um pouco mais decotado, transparência e tal, é fácil”, aceitar os elementos, coordenar de forma adequada e ainda com recato, eu considero difícil, mas há quem tenha mais facilidade que outros.


fonte lolibrary

Ainda sobre salopette, o formato e se comporta anágua, sem anágua não é lolita, essa é a principal característica da moda, a silhueta.
Salopette é uma peça mais usada em outras j-fashions como otome kei, fairy kei, mori kei, mas é possível usar em lolita (como nessa imagem da Infanta), só ter um atenção ao comprimento, formato e se comporta anágua. “De novo, você já disse isso, que repetitiva!” desculpa leitor(a), mas, acho importante dar ênfase nessas questões e a repetição ajuda na assimilação das informações ^^

Assorted Cookie Salopette AP
(fonte lolibrary)
Esse é um exemplo de salopette que não seria possível usar em lolita: mais curta, saia que não comporta anágua. 

É isso, espero que possa ser de alguma ajuda, até a próxima postagem <3

P.S. Se tiver algum equivoco, por favor, comentem :)

domingo, 8 de outubro de 2017

Amnesia

imagem: desconheço a fonte.
Não farei sinopse ou resenha porque involuntariamente eu dou spoilers, ainda aprendendo a escrever esse tipo de texto, mas farei um breve comentário.
O anime baseia-se a um otome game (visual novel), eu geralmente leio resenhas antes de assistir algum anime, porém, dessa vez, optei por não o fazer, e não me arrependo, muito pelo contrário, foi bom assistir sem um "pré-conceito" e desenvolver uma opinião sem interferências externas, após assistir e ler outras opiniões, vi que não compartilho e que vejo de uma forma distinta, apenas uma das resenhas que li, onde minha visão convergiu com a autora.

"É muito confuso", a "Heroína é muito clichê, lerda e indefesa" Foi uma das coisas que li e antes de assistir (foi recomendação de uma amiga) havia dito algo similar, bem, geralmente divergimos, então, não me surpreenderia se ocorresse novamente, ela não curte InuYasha, então já começa por aí nossas divergências, mas com respeito, isso que importa.

Eu particularmente não achei tão confuso assim, talvez, por estar familiarizada a textos e filmes de suspense e mistério. Na verdade, no segundo episódio eu já tinha uma teoria que confirmou-se assertiva, mas também me surpreendi, especialmente com a personalidade de alguns personagens.
O último anime que vi do gênero harém reverso foi Kamigami Asobi, e particularmente não me envolveu, cativou, apesar de ter curtido muito alguns personagens. Talvez eu vi errado e devo assistir de novo xD mas voltando a Amnésia, agora sobre a "Heroína", a moça perdeu as memórias, de tudo, desconhece inclusive a si mesma, algo lógico devido a aminesia, a consciência do seu "eu" remete a suas vivências e interações, eu suponho (não tenho formação em psicologia ok, apenas uma mera observação de uma leiga no assunto)... lógica, hein?!....desenvolvi uma paixonite irracional pelo Kent♣ xD divagações a parte... a moça, "despertou num novo mundo", sempre em 1 de agosto.... desconhece os outros e a si mesma, sua primeira descoberta é estar vinculada à Orion, um ser, que somente ela pode ver e ouvir, que a orienta e acompanha em sua busca por memórias, dentre seus conselhos, não poderá ir a um hospital e ser sigilosa quanto a sua aminesia, pois se for internada e perder a interação com os prováveis elementos do seu cotidiano sua aminesia iria agravar-se a um estado crítico, irreversível e mortal... e o sigilo, pois como desconhece as pessoas, se revelar tal "fragilidade" poderia tornar-se alvo e seria prudente o segredo enquanto procura fragmentos de memórias ("fragmentos" e "memórias" difícil não lembrar de InuYasha e Tsubasa Chronicles, né?!), não é só isso...
*SPOILER*

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... tempo e espaço, são coisas em comum entre os três.... pronto já dei spoiler, gomen 😞
Então, poxa, vejo "Heroína" como um personagem incompreendido. Não é uma situação fácil de lidar, eu suponho.
Enfim, pra quem gosta de mistério e harém reverso, vai curtir muito. Era pra ser um breve comentário e virou um "pergaminho" xD


Ps. publiquei tb em algumas comunidades do Amino.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

“A noiva cadáver” e “InuYasha”: O que eu vejo em comum entre os dois

Primeiro, eu não possuo formação em cinema, arte para fazer uma analise técnica, crítica com embasamento teórico, etc... esse texto é apenas uma singela observação de fã dessas duas obras.

Segundo, a ideia me veio essa manhã de forma aleatória e inesperada, simplesmente surgiu e outro acontecimento hoje (quem me conhece sabe a que me refiro) fez meu espirito gritar desesperadamente para escrever sobre isso, então eis aqui:

*AVISO SPOILERS*
Eu tentei não dar spoilers, mas não sou versada nesse tipo de texto, então receio que possa encontrar alguns, por isso, o aviso.
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"Loneliness" by HitokiriSakura2012
https://hitokirisakura2012.deviantart.com/art/Loneliness-208487274


Quem me conhece sabe que sou inufã, sim amo essa obra (InuYasha) da Rumiko Takahashi e gosto muito de alguns filmes do Tim Burton, “A noiva cadáver” está entre os meus favoritos, por abordar o efêmero, a vida, a morte e o renascimento, e sim, é possivel também associar InuYasha a essas palavras em alguns aspectos, a meu ver.

Com um olhar poético, é possível identificar vários simbolismos, tem alguns pontos cômicos, mas ainda assim, muitos temas trágicos, são abordados com delicadeza, no caso do filme e anime, o mangá é mais “gore”, pelo pouco que vi...um dia terei a coleção (eu espero ;-;), e torcendo para o relançamento em breve acontecer também.


Bom, de acordo com algumas fontes, “A noiva cadáver” seria (?) inspirado num conto/lenda russa adaptada de fatos, “...que ocorreram na Rússia do século 19, numa época em que o antissemitismo (preconceito contra judeus) era comum na Europa Oriental. Muitas vezes, bandos de antissemitas surpreendiam carruagens a caminho de casamentos judaicos e, como a noiva seria a única pessoa a “suportar” o peso das futuras gerações, eles tiravam ela a força da carruagem e a assassinavam, enterrando-a em seu vestido de casamento.”


Aqui o conto “A noiva cadáver” traduzido pela Laís do site http://fairytalelandstories.com


bride by janaschi
https://janaschi.deviantart.com/art/bride-110249097

Agora comentarei de alguns personagens e “passagens” do filme e tentarei comparar com InuYasha.

Emily e Kikyou

Emily (a noiva cadáver), romântica, apaixonada, fugiu com o amante, pois a união entre os dois era proibida, foi assassinada, mas seu objetivo de casar permaneceu “vivo”. 

Vejo muito disso na Kikyou, ao retornar a “vida”, seu objetivo foi unir-se a seu amante em “outro plano”, e após descobrir a verdade sobre sua morte e seu assassino, busca vingança (dito em suas próprias palavras). 

Ambas, Emily e Kikyou, são pessoas, cadáveres gentis e empáticas, Kikyou difere-se em amargura, pois sua nova vida foi sustentada por ódio, apesar de sua essência bondosa.

“Tudo que é puro se torna sujo, e o sujo se purifica, tudo que é mau se torna bom, e o que é bom se torna mau, tudo que vive morre e o que morre renasce.”  
Kikyou diz algo assim em um dos episódios, não sei se há isso no mangá.

E segue esse trecho de um poema sobre a Kikyou que infelizmente desconheço o autor:

“Sou uma sacerdotisa sem vida,
O ódio sustenta o meu corpo,
Vagando pela terra ferida,
Sustento a tristeza de um morto.

Queria sentir só mais uma vez,
Para nos meus braços te envolver,
Poder aliviar essa saudade,
Que dói mais do que morrer.” (...)”
Desconheço o autor

Agora segue trecho da música “Lágrimas pra dar” do filme “A noiva cadáver”.

“Quando toco a vela acesa,
Eu não sinto dor.
Tanto faz se estou no frio ou no calor.
O meu coração não bate,
Mas ainda assim se parte
E não deixa de sofrer,
Recusando se render.
A morte em mim está,
Mas ainda tenho lagrimas pra dar.”

Ambas, Emily e Kikyou invejam a “vida”, Emily considera-se inferior a Victoria, que exala vida em sua face, a cada respiração e Kikyou vê em Kagome, seu sonho de ser uma “mulher comum”, de vivenciar as coisas que outras jovens de mesma idade experimentavam, enquanto privara-se por seu dever, e principalmente o “sentir a vida” e o amor.

*Eu amo essas duas personagens, e ano que vem meu projeto cosplay é a Kikyou e em 2019 fazer cosplay da Emily <3


Victoria e Kagome

Ousadas, sinceras (e até petulantes conforme o contexto histórico), porém, a característica, mais forte é a gentileza e resignação.


Victor e InuYasha

Victor ama a noiva escolhida por seus pais (após conhece-la), enquanto por Emily desenvolve afeição por seu caráter. InuYasha ama Kikyou e ama Kagome, desenvolveu um amor distinto e intenso por cada uma. O que vejo em comum: rejeição, ambos, são incompreendidos, a culpa e o senso de dever e de honrar a palavra, de cumprir com promessas e proteção.


Scraps, Kirara e Buyo

Scraps é o esqueleto de um cãozinho que pertencia/pertence a Victor, Kirara é um neko youkai, que acompanha Sango, e Buyo o gatinho gordinho da Kagome. Em comum: são fofos e trazem conforto a seus tutores.



Agora contarei uma parte do filme, muito emotiva, sensível, que começou de forma sombria e terminou de forma cômica, bom, é a parte dos mortos “invadirem” a terra, um dos cadáveres se aproxima de um grupo de pessoas, e apesar de assustado a principio, um garotinho aproxima-se do morto e o reconhece como seu vovô e os dois abraçam-se com carinho, essa interação me lembrou de Rin e Sesshoumaru, o daiyoukai ferido, e Rin tentou ajuda-lo. Rin, acredito que possa representar a pureza e a curiosidade que a humanidade desprovida de ódio e preconceito é capaz de ser e sentir.


Vou encerrar por aqui, espero não ter dado muitos spoilers. Se eu me equivoquei em algo, por favor, comente.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Chiquinha - 2 anos (2/2)

12 de julho fez 2 anos que adotamos nossa Chiquinha, como havia vários detalhes e acontecimentos inesperados que contribuíram um pouco para o nosso encontro com Chiquinha, os comentei na postagem anterior Chiquinha - 2 anos (1/2). Este será voltado somente a Chiquinha, minha mãe a encontrou em um site de adoções, assim que viu a foto ficou encantada e me chamou para vê-la...

não me recordo com precisão (procuramos em vários), assim citarei alguns:

os sites acima foram os principais onde procurávamos, havia outro, mas não lembro. 

todavia há outras formas e fontes de procura (feiras de adoção, procure por Ongs na sua cidade e região, os CCZ), redes sociais (por exemplo, coloque na busca adoção de cães e similares e aparecerá vários grupos, page da Luisa Mell e do Instituto Luisa Mell; Adote um Focinho, o site ; Cão sem dono, o site ; Ampara Animal ; Acãochego e muitas outras.

se não puder adotar, é possível ajudar com doações (em dinheiro ou produtos de limpeza, cobertores, roupinhas usadas, medicamentos, etc), apadrinhamento, voluntariado ou ainda lar temporário (a maioria das Ongs e abrigos estão superlotados e sem condições de resgatar outros animais, se puder o faça, resgate o animal, traga-o ao seu lar e cuide até encontrar adotante ou vaga em alguma dessas instituições ou ainda caso não possa e viu algum animal abandonado, tire foto, informe endereço e peça ajuda em algum grupo (rede social) para o resgate desse animal, entre em contato com Ongs e protetores, mesmo que estejam em superlotação talvez já tenham contatos de alguns possíveis lares temporários ou então irão compartilhar o seu apelo e assim será mais fácil encontrar quem o ajude. Denuncie maus tratos (tire foto ou filme as condições do animal) ou ainda converse com seus familiares e vizinhos sobre essas questões que citei, as vezes uma palavra contribui para salvar uma vida. Ser solidários e apoiar várias causas, incluindo o respeito aos animais, é possível sim, mesmo ações que parecem ser tão pequenas fazem muita diferença na vida desses peludos.

... voltando a adoção de Chiquinha, após ver sua foto e as informações de contato para adoção, havia algo que me chamou a atenção: "Chiquinha precisa ser conquistada", enviei um e-mail para a protetora Sueli, esta atua com o projeto Companheiro de 4 patas. Tirei algumas dúvidas e pedi mais fotos da Chiquinha, na época que a adotamos estava com 7 meses de idade, aproximadamente.

O próximo contato foi por telefone, a Sueli me perguntou se todos da casa concordavam com a adoção, se a Chiquinha ficaria dentro de casa, etc. Nós ainda tínhamos algumas dúvidas que foram esclarecidas nessa ligação por exemplo onde seria o encontro, etc.  no caso Cotia, foram os meus pais, minha prima de 10 anos e um colega de trabalho do meu pai que ensinou o caminho, eu fiquei em casa, organizando-a para chegada de Chiquinha. Assim que a viu, minha mãe tentou dar um carinho mas Chiquinha retribuiu com quase uma mordida (quase, pois, minha mãe tirou a mão rapidamente, na verdade não conseguiu tocá-la). "Ela morde", disse minha mãe. "Ela não te conhece." disse Sueli... após alguns minutos de conversa..."Você tem certeza que quer levá-la, não pode ter medo." disse Sueli, "Vou levá-la" (apesar de estar com medo). Sueli deu um beijo em Chiquinha e a colocou nos braços da minha mãe. Meu pai assinou o termo de responsabilidade e em pouco tempo chegaram em casa.

Chiquinha estava assustada e curiosa, cheirava todos os cantos da casa e não queria comer a ração. A princípio pensamos que talvez ela não tivesse gostado e compramos de outra marca, mas quase dois dias se passaram e continuou a rejeitar a comida, estávamos preocupados e fizemos outras tentativas, misturar bifinho com a ração seca ou dar ração úmida (esta ultima descartamos depois de ler alguns artigos na qual não aconselham acostumar o animal com esse tipo de comida devido a concentração de conservantes). Começamos a dar 1 bifinho por dia na ração seca, dividimos pela metade para render duas porções diárias. Deu certo e Chiquinha finalmente estava comendo!

Possui o perfil de guarda e late com o mínimo ruído. Nos primeiros dias queria ficar isolada, no segundo dia conosco mordeu minha mão e quase mordeu o meu pai. Dias depois quando pensávamos que ela estava mais amigável, ela mordeu minha prima de 10 anos no rosto, gerou muitas discussões com nossos familiares.

Todavia, Chiquinha estava um pouco mais receptiva, principalmente com a minha mãe e acreditávamos que com o tempo iria mudar. Não foi fácil, mas com paciência e amor conseguimos, exceto com desconhecidos o seu comportamento agressivo permanece sem mudanças, mas com a família Chiquinha tornou-se um amorzinho. Adora seguir a minha mãe, parece um filhotinho seguindo a mamãe, muito fofinha. E quando estou usando o computador Chiquinha na maioria das vezes está no meu colo, sempre muito carinhosa, com mil lambidinhas. A sua brincadeira favorita é cabo de guerra, sempre me surpreendo com sua força.

Esse foi um dos primeiros passeios com a Chiquinha:
Meus pais e Chiquinha


Após alguns meses minha mãe ligou para dar notícias sobre a Chiquinha, que estava muito bem conosco e nós muito felizes. E Sueli contou como encontrou Chiquinha, "A deixaram na minha porta, estava numa caixinha de transporte, com água e um saco de ração, não havia sinal de espancamento, mas chovia muito, ela estava molhada e muito assustada... Antes de vocês, duas famílias tentaram adotá-la mas Chiquinha não quis ir."

Já imaginávamos que a desconfiança de Chiquinha era devido algum trauma, sua agressividade foi a forma que encontrou para se proteger das pessoas. Leio em várias postagens de doação nas redes sociais e a Sueli nos confirmou que muitas famílias não tem paciência ou compreensão. Devolvem o animal em poucos dias ou até mesmo no dia seguinte, é pouco tempo para o animal se adaptar e abandonos e devoluções geram novos traumas ao animal e alguns, infelizmente são vítimas de violência por antigos donos, por isso, dê uma chance para esse peludo conhecer sua família e conhecer o amor, com o tempo terá confiança e retribuirá esse amor em dobro.


Preenchemos o vazio e medos de Chiquinha com amor, como retribuição tornou os nossos dias maravilhosamente especiais com a sua presença e seu amor.

Chiquinha, nós a amamos e rezamos para que tenhamos a sua companhia por muitos e muitos anos.

E ano passado Chiquinha ganhou uma irmãzinha mais velha, a Loba, mas contarei em outro dia.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Chiquinha - 2 anos (1/2)

12 de julho comemoramos a adoção da Chiquinha. Completou 2 anos que somos abençoados com a sua presença. Chiquinha tinha 7 meses aproximadamente quando a encontramos num site de doação, entrei em contato com a protetora Sueli e agendamos uma visita... relatarei em detalhes como foi o processo de adoção da nossa Chiquinha...

2 anos atrás e alguns meses antes, decidimos ter uma cãopanheira. sugeri aos meus pais que adotássemos de algum abrigo/ONG, a princípio senti um pouco de resistência e objeções, especialmente da minha mãe...meu avô sempre cuidou de cães, a maioria de raça, minha tia na época pretendia comprar uma filhota de raça (minha tia respeitava) mas justificava a sua decisão em comprar um cão de raça devido a padrão de comportamento e porte...sugeri a adoção... é possível encontrar cães de raça em abrigos, Ongs, mas geralmente são adultos e idosos e ela queria uma filhota... desistiu da compra devido a baby (minha tia engravidou novamente) e seu marido era contra ter um cão com um bebê recém nascido em casa (receava que o bebê pudesse nascer especial devido o contato com o animal...ele tem um filho especial de um outro relacionamento e culpa o animal de estimação)...

...apesar das minhas inúmeras tentativas de convence-los: em adotar (minha tia) e de inocentar o animal referente ao nascimento do filho especial do marido da minha tia foram ineficazes, ambos estavam convictos, infelizmente... (todavia, atualmente mudaram um pouco esse pensamento).

...assim minha mãe estava exposta a esses comentários e com isso teve a princípio uma pequena resistência...mas isso mudou...

... antes de prosseguir considero importante ressaltar alguns pontos: não há implicações para adoção de um pet mesmo tendo um bebê recém nascido, exceto se não poderá dar atenção e cuidados ao pet e tampouco justifica o abandono (seja por doação ou meios desumanos de jogá-lo na rua, etc) desses peludos com o nascimento de um bebê. Todavia, considero a primeira opção (doar pra alguém) melhor do que destratar o animal ou descartá-lo na rua, por isso ressalto, precisa ter responsabilidade, é uma vida, possui sentimentos, precisa de cuidados, filhotes crescem e um dia serão idosos e irão precisar ainda mais do seu apoio, paciência, atenção e cuidados.

E se possível, adote um cãozinho/gatinho, adulto, idoso, vira lata ou especial, muitos ficam anos em abrigos esperando por um dono, muitas vezes morrem sem conhecer o amor e uma família.

A Luisa Mell deu a luz ha pouco tempo, seu "babyboy" tem 5 meses, durante sua gestação e após o nascimento do seu filho, em sua page no facebook, site/blog há várias postagens sobre "Não abandone seu peludo quando o bebê chegar" e outros sobre dicas, resgates entre outros, ela já faz esse trabalho há algum tempo e recentemente o Instituto Luisa Mell. 
aqui algumas publicações:

...voltando... minha mãe mudou o pensamento quando conheceu a Princesa... ainda estávamos procurando em sites de doação mas uma noite meu pai trouxe a Princesa, de surpresa não nos ligou para comentar... a Princesa (nome que minha mãe colocou) uma mestiça de Dachshund com aproximadamente 4 meses... como toda filhota, carente (latia muito pedindo atenção para brincar) mas muito obediente... meu pai nos contou que uma senhora (esta mora próximo ao trabalho do meu pai) comentou que a dona da "Princesa" queria doá-la... justificou que havia pouco espaço... o meu pai quis conhece-la e se encantou pela cachorrinha e nos trouxe no mesmo dia... 

...2 dias depois soubemos que a dona estava arrependida e chorava muito com saudade da "Princesa"... assim a devolvemos... passados alguns dias minha mãe ligou perguntando da Princesa, se a dona desistisse novamente nós queríamos adotá-la mas segundo a senhora a dona não pretendia mais doa-la... ... minha mãe ficou arrasada, já havia criado um vínculo muito forte com a Princesa... confesso que por um momento me arrependi por insistir em devolvê-la... pensei que minha mãe iria adoecer... a princípio ela ficou triste com a despedida (logicamente algo esperado) mas após alguns dias começou a chorar constantemente... me assustei muito, minha mãe é uma mulher forte... me senti culpada... foi a melhor decisão devolve-la para a dona?! ela cometeu um erro, se arrependeu, merecia uma segunda chance?!... foi o que eu pensei, espero ter sido a melhor decisão.

passou mais alguns dias, e convenci a minha mãe a voltarmos a procurar (antes havia perdido o interesse queria somente a Princesa, não queria saber de outros)... mas voltou a procurar com uma condição... teria que ser o mais parecido possível com a Princesa... foi assim que ela encontrou Chiquinha, na época era a mais parecida e só um pouco mais velha (7 meses, ainda filhotona)...

uma das fotos de Chiquinha (que minha mãe viu no site de doações)

...contarei na próxima postagem: o contato com a protetora, o encontro com Chiquinha e o processo de adaptação e como Chiquinha está atualmente...

... mas o que tiramos de bom na adoção frustrada da Princesa? minha mãe conscientizou-se que padrões de raça não são relevantes, mas sim o amor, o vínculo de amizade e lealdade... ela diz: "Antes eu não conhecia, depois que vi e senti, percebi que estava errada."
e a primeira dona da Princesa arrependeu-se e passou a dar o devido valor...

... não sabemos como está a Princesa, espero que esteja bem, vez ou outra o meu pai conversa com essa senhora, mas não pergunta sobre a Princesa, resolvemos nos distanciar e não incomodá-los, acredito que se tivesse algum problema ela mencionaria, inclusive, essa semana, perguntou ao meu pai se queria adotar um pinscher macho com 4 meses. Com duas em casa, porte P e M, recusamos. todavia, por ser um cão de raça e filhote certamente encontrará adotante, tomara que o próximo dono seja uma pessoa responsável. Essa senhora tem vários cachorros e na rua onde mora é famosa por resgatar animais da rua e doados (raça ou vira lata) cuidar e procurar adotantes.